a concretização de um sonho com mais de 4 anos. Tudo se passará na Rua Mouzinho da Silveira!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
ML
sexta-feira, setembro 29, 2006
6 de Outubro de 2006 às 12.30
rumo a sudeste
onde pouco há de igual
onde os rios são perfumados
onde os arrozais são de perder de vista
onde os olhares são hiper-angulares
onde os chapeús acompanham esse angulo
onde os americanos "perderam as botas"
onde a humidade nos cola à roupa
onde as paisagens cortam a respiração
onde o chá rega todas as horas do dia
onde os relógios pouco importam
onde a única coisa conhecida é parte do eu que vai
onde a Canon será a minha melhor amiga
onde vou sentir a vossa falta
onde sinto que serei feliz
ML
quinta-feira, setembro 21, 2006
...
"Gotta find me an angel
To fly away with me
Gotta find me an angel
Who set me free
My heart is without a home
I don't want to be alone
Gotta find me an angel
In my life
Too long have I loved
So unattached within
So much that I learn
That I need somebody so
Still I'll just go on
Hoping that I'll find someone
Gotta find me an angel in my life
I know there must be someone, someone for me
I've lived too long without the love of someone
And there's no misery, like the misery I feel in me
Gotta find me an angel in my life
She'll be there, now don't you worry
Keep looking now just keep looking"
simply red
ML
segunda-feira, setembro 11, 2006
Life is so simple!
"faça o que quiser
viva o que vier
seja onde estiver
faça o que puder
viva como der
sinta o que vier
seja o que quiser
faça o que fizer
pegue o que puder
viva onde estiver
seja como for, amor"
Clã
ML
sexta-feira, setembro 08, 2006
Simply... pouco

Estivemos lá, eu e a guapa. Também vos soube a pouco?
O nosso Mick, com os seus respeitosos quase 50 anos estava em baixo. Digamos que lá em cima também não chegava o melhor sound system. Houve alturas em que Mick fingia estar ao vivo no país irmão... mas a malta não ligou nada! Faltou-nos um "angel" e um "say you love me".
terça-feira, agosto 29, 2006
Poesia
"Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira."
Carlos Drummond de Andrade
cá vai um bocadinho... hope you enjoy it!!!

Lua de sabão
"sabes o que eu gostava?
ter fôlego suficiente para fazer uma lua de sabão
redonda, frágil mas intocável
cheia, brilhante mas permanente
nostalgica, romântica mas sorridente
distante, rara mas memorável
uma dessas luas que fazem sonhar
dessas luas que nos lembram que estamos vivos
dessas luas que nos trazem à memória
momentos lindos jamais esquecidos
E depois, sabes o que eu queria?
conseguir rebentar todas as outras luas feitas de lágrimas
aquelas que nos magoam e fazem chorar
que nos lembram que não é assim que queremos estar
..sozinhos, tristes e a pensar que queriamos ter alguém para nos abraçar
aqui, agora, já
antes que este luar
(aquele que ainda é lindo e transparente como uma bola de sabão)
desapareça para sempre
ofuscado pelo eclipse daquele outro
que teima em nos fazer chorar..."
ML Setembro de 2004
sexta-feira, agosto 25, 2006
Um desejo pedido ao Aladino!
seria pedir muito?!?!!?
:-)
(devo confessar que se me cantassem desta forma sentida esta música, acho que até ponderaria a hipótese de me casar ehehehe!!! Não revelem este segredo a ninguém...)
ML
quarta-feira, agosto 23, 2006
A verdade inquestionável do cão de porcelana
Ele era um poeta frustrado.
Tinha ambições muito elevadas de um dia ser melhor que o seu grande ídolo, aquele que se passeava por Lisboa de chapéu e óculos redondinhos falando a quatro vozes, tão marcantes, que à primeira vista se estranham mas facilmente depois se entranham.
O pseudo-poeta com ambições a PESSOA de quem vos falo ronda os 40 anos e insiste em andar de bigode apesar desse bigode já não ser do seu tempo. Creio que o deve ter, na esperança que esse lábio farfalhudo lhe traga a inspiração suficiente para acobreado pela homenagem, se sentar ao lado do Outro na brasileira.
A sua “bíblia” trá-la sempre consigo, amarela esfarrapada, a cheirar a mofo e com muitas lágrimas absorvidas pelas suas páginas. Essa “bíblia”, a edição de poemas mais que lidos do Outro, cheira a tristeza e a nostalgia, a felicidade e a esperança. O dia que a comprou numa feira de antiguidades e alfarrabistas algures (onde mais poderia ser) lá para os lados do Chiado, está registado na sua agenda que guarda com todo o carinho.
10 de Junho de 1973, o dia em que descobriu que não era a medicina que herdara de família que iria seguir. O dia em que descobriu que a sua vocação era de facto tratar do coração dos outros e faze-los viver, não com o estetoscópio e bisturi, mas sim com a tinta que poderia sair da sua caneta de estimação. E que estima ele tinha por ela... de tal forma que a guarda até hoje. Afinal não foi com ela que o primeiro verso nasceu?! Guarda-a, mesmo não escrevendo há anos, a ela e à sua sucessora em tudo igual à primeira, incluindo a forma como a tinta acabou sem hipótese de ser substituída.
Agora, com outra caneta nova, mais moderna e sem pretensões a substituir o que quer que seja apenas existindo para o que foi criada, ele percorre as ruas de Lisboa. Todos os dias segue os mesmos passos que o Outro seguiu um dia, visita os cafés que ele visitava. Fica horas na esplanada do Martinho a olhar para a praça majestosa e à espera que esta lhe traga um dia finalmente a Luz. Estes passos rotineiros só são interrompidos com as idas (elas de si já também algo rotineiras) a todas as editoras à procura que um dia alguém encontre nele o talento que ele próprio, por mais que queira não consegue ver.
O cãozinho de porcelana que a vizinha tem à janela, todos os dias o vê sair e voltar cada vez com a cara mais escondida e com os ombros mais descaídos que a anterior. Porque raio ele insiste em superar alguém que para ele é obviamente insuperável?! Porque raio ele não segue o seu caminho e não vai, como diz o Outro, para onde o vento o levar, sem se preocupar... até um cão de porcelana estático à janela da vizinha consegue ver isso, que raio...
ML
terça-feira, agosto 22, 2006
segunda-feira, agosto 21, 2006
Bichinho Carpinteiro
P. - Eh pá ó C R I S T I N A, já cortei o cabelo, bebi duas bicas, fui à estação ver os horários e até tava numa de ir pró Meco a ver se apanhava um solinho… sim porque no Verão deixo às 4/5 da tarde! – entrou a matar após o meu tranquilo “Olá P., está tudo bem?"
6ª Feira, final de tarde. Vinha fazer-me a mesa de exterior, um capricho nosso. O certo é que ele (o P.) trabalha bem as madeiras e, apesar de ter um feitio soviético e de ser completamente imprevisível, tem-me um estranho respeito e lá vai cumprindo sem grandes deslizes.
Quem me conhece sabe que atraio loucos, provavelmente porque estes percebem em mim alguma apetência (e paciência) para aturá-los (que gozo me dá tantas vezes). E eu provoco.
No caso do P., reviro-me com o olhar fundo de garrafa nuns óculos-riscados-de-ir-ao-chão, canto da boca arregalado à “esquerda” e cabelo tão espetado quanto os seus já quase 50 anos permitem!
P. - Eh pá ó C R I S T I N A, ganda som!
C. – Gosta? Eu sabia… (riso malicioso)
P. – Curto, curto. Eh pá mas continuo sem perceber algumas músicas dos gajos pá… (com o dedo indicador a empurrar os óculos contra o nariz)
C. – Pois, imagino… são músicas complexas que não se devem ouvir em qualquer altura, né?! (e ao mesmo tempo pensava “é óbvio que não entendes peva!”)
P. – Mas n’é o inglês que não percebo! É a onda, o que querem dizer com aquilo… um gajo fica assim pró pensativo.
C. - (como é que me fui esquecer que ele tem uns 20 anos de Ferry Street????!!!) Então não vê grande parte das letras eram escritas sob efeito de drunfos?! É preciso ter a mente muito aberta para lá chegar.
P. – Ya! Isso sei eu ó C R I S T I N A! Tava era a ver se você sabia quais drunfos para eu tomar também!!! (riso histérico com roncos)
C. - … (toma lá para não te armares em provocadora, piu)
É óbvio que ele tem um ajudante (qual D. Quixote, com moinhos de clientes), e é óbvio que o ajudante nem pia. O P. pia por ele, chegou mesmo a atender-lhe o telemóvel quando a mulher dele ligou:
P. - Ele agora não pode atender e já te disse que não curto quando ligas enquanto o gajo está a trabalhar!
A. – (trémulo e pianíssimo) ó mor, já ligo quando acabar aqui o cliente…
E eu de bancada. Literalmente. Porque entre “Ya’s” e “So what’s” a minha mesa de exterior ficou à maneira!
