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quarta-feira, janeiro 07, 2009

Alentejo profundo

O pensamento faz-se lento. Fazemo-lo brando. Os caminhos são-no, porque neles se vêem idas. Mas poucas voltas. Entre cacimba e orvalhada, espreitam achas lá na casa. Quando fora da estação de tempo quente, é também caldo lá dentro. São as almas.

Na Herdade do Sobroso há muito porque ficar. Frontal, o silêncio dos sobreiros, faz-nos buscar idas energias. A luz sadia do tempero no alimento prende-me. Paladares finos. Há lá tinto, noz para abóbora em doce e um bom dia de amigo. São os quereres.

Ainda bem que assim te encontramos. Alentejo distante, sozinho, aromático. Mais d’alguns que nosso. Cama branca, monte desenhado a cera da cor que mais gostamos. Entre estradas não muda nada. Nem as gentes. Nem as posses. Mas mesmo assim és labirinto de planura. São as saudades.
C.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Más companhias!























Alguém é capaz de avisar os pais da Pequena Sereia?!


C.

Quase 1 ano depois :)












É verdade.


O meu primeiro fds a sós com o meu
beloved husband chega só 11 meses e 8 dias depois do nascimento do nosso filhote! Sou assim tão precisa porque era frequente ouvirem-me falar discontraidamente sobre viajar e deixar o filho com os avós, os tios, amigos... ah pois é, assim se vê!

Custou-nos horrores. Fiquei com o feeling que o Dunguete ia ficar chateado com os papás. Senti-me culpada. E foi só um fds no Vimeiro... Estive sempre (mesmo!) com o pensamento no nosso Dunguinha, a pensar como ele ia gostar de estar ali connosco, no que se ia divertir... Telefonámos algumas vezes, pedimos para nos enviarem sms's, quisemos saber tudo, tudo!

Por outro lado, soube-nos tão beeemmmmmm! Dormimos, passeámos, namorámos, relaxámos no SPA do Hotel, ainda tivemos tempo para visitar Óbidos e a Ericeira. Tirámos imensas fotos, como se fosse o primeiro de muitos fins-de-semana a dois.


C.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Entre nós

Aldeia do Meco, “à do Miguel”. Ele, fotógrafo, recebe-nos como se de amigos nos tratássemos... mas demorámos a conquistar os filhos, que ainda não se habituaram a ter “estranhos” em sua “casa”.

Ambiente rural. Figos e outros frutos. Bichinhos da Floresta e outros amigos: Ima, Poncho e Bé, os labradores.

Caseiros presentes apenas num rasgo de olhar distante, por entre ramos de árvores adornadas e famílias de pavões que só se passeiam.

Casa branca por fora e por dentro. Mesmo sem uma única tela nas paredes, são muitas as imagens que aqui podemos recrear. Mezzanine, para que alto sonhemos. Jacuzzi ladeado por uma horta que contrasta com o mood moderno de um deck e espreguiçadeiras de linhas direitas.

Lá fora espera-nos uma estrada de terra batida que nos leva ao centro da aldeia, praias e arredores. É tudo muito simples.

Areal imenso, a fazer lembrar as praias do antigamente, agora “comidas” por uma erosão controlada.

À mesa, bichinhos do mar. Muitos e todos os dias, p’ra matar saudades! Ronda gastronómica completa, dos novos aos velhos espaços, entre ambientes tradicionais e modernos, mais perto ou longe do mar.

Muita paciência de toda a gente, porque temos um filho que começa a revelar-se um animal social e que, apesar dos seus inexperientes 9 meses, insiste em fazer-se transportar de colo em colo, distribuindo “festinhas” e gritinhos de excitação!

Gentes diferentes. Não se vê de tudo; vêem-se elos de arte, bom gosto e alguma excentricidade. Apesar de muitas, estas gentes fazem um quase silêncio, em que pouco mais ouvimos que respirar, cheirar, tocar e ver para sempre lembrar.

Para já, vamos querendo estar aqui e vir mais vezes à do Miguel ou, quem sabe um dia, à nossa mesmo.

C.

terça-feira, junho 24, 2008

O Sentindo das Viagens "dela"

Já vai sendo altura de, aqui, dizer umas palavrinhas sobre a minha amiga Guapa, co-autora do tuBo. Ela sabe o quanto aprecio as muitas qualidades que tem, digo-lhe isso com frequência. Mas há coisas que valem a pena ficar registadas, mais que não seja para que ela pense e saiba que me sinto orgulhosa dos seus últimos feitos!

D. Guapa tem um hobby fantástico - capta tudo e todos através da objectiva da sua máquina e tem, portanto, muitas histórias para contar. Ela vai a todas. E mais recentemente lançou-se em estilo à 4ª Maratona Fotográfica da EPAL, numa de "bora lá fazer umas fotos sobre a água e a vida e passar bons tempos à procura do que melhor ilustre a relação entre ambas".

Não estava nem aí para ir ao encontro de atribuição de prémios às melhores fotografias. Tinha coisas para fazer, estava a trabalhar e, a meu entender, deviam de haver melhores formas de acabar aquela tarde. Mas não deixaram! Foi quando ouviu "... mas a mónica é uma das premiadas" que, incrédula, não recusou presença no evento.

Das muitas que concorreram, o juri seleccionou 12o para a exposição e, como ela diz, "então não é que ganhei o 1º prémio??!!". Valor do prémio à parte, rica recompensa! Só revela que vale a pena darmos espaço aos nossos interesses, sermos activos na sua persecução e levar tudo na "descontra"! PARABÉNS AMIGA!

Bom, já sem falar na doidice de percorrer alguns 600 km a pé, nos Camigos de Santiago.

Não deixem de ir consultando o VIAJAR com SENTINDO porque os próximos posts prometem.


Chega hoje e deve vir cá com uma pedalada Forest Gump!!!! LOLL!